Psicosaber

Francis Galton

Posted on: 18/05/2009

Francis Galton

Francis Galton

Estava pensando aqui com os meus botões quem seria o nome para inaugurar a seção personalidade da semana. O primeiro que me veio à cabeça foi Freud, mas acho que ele terá lugar de destaque neste blog. Jung? Talvez! Mas este também será muito citado por aqui. Na verdade, queria falar de alguém que não fosse muito famoso. Mas que tivesse dado grande contribuição para a psicologia. Trilhando os caminhos pantanosos e turvos da mente, acabei com dois nomes: Francis Galton e Herbert Spencer. Ai veio à dúvida: Galton ou Spencer? Depois de exercitar os neurônios, resolvi homenagear um amigo, Luiz Firmino – que numa prova de psicologia, também ficou na dúvida entre estes dois pensadores.

 

Francis Galton (1822 – 1911). Antropólogo, meteorologista, matemático e estatístico inglês. Era primo do notável Charles Darwin e teve uma produção literária muito significativa com mais de 340 artigos e livros publicados. Foi pioneiro na utilização de métodos estatísticos para o estudo das diferenças e heranças humanas de inteligência. Utilizava questionários e pesquisas para coletar dados sobre as comunidades humanas, obtendo assim, informações genealógicas e biográficas de seus estudos antropométricos.

 

Galton tinha um QI acima da média, estimado em 200. Dentre seus trabalhos estão: impressão digital, distribuição geográfica da beleza, levantamento de peso, eficácia da oração religiosa, versão inicial da impressora de teletipo, dispositivo para abrir cadeados e um periscópio.

 

Por pressão do pai começou a estudar medicina, mas era algo que não fazia por prazer, apenas para atender as exigências do genitor. Procurando conhecer os efeitos que os remédios causavam no organismo, começou a experimentá-los. Começou com a letra “A”. Infelizmente quando chegou a letra “C”, teve uma experiência traumática com um certo cróton, um forte laxante. Sua inquietação mental o conduziu à meteorologia e a invenção de instrumentos para coletar informações meteorológicas.

 

Sua primeira grande contribuição para a psicologia foi Hereditary Genius (O Gênio Herdado – 1869). Galton sustentava o conceito de que homens notáveis teriam filhos notáveis. Com isso, surgiu o conceito da Eugenia (significa bem nascido), ideia da melhora de determinada espécie através da seleção artificial. A Eugênia tinha o objetivo de incentivar o nascimento de indivíduos mais notáveis ou mais aptos na sociedade e desencorajar o nascimento de inaptos. Ele argumentava que os seres humanos, assim como os animais de criação, poderiam ter as características melhoradas mediante a seleção artificial. Na sua teoria as pessoas de muito talento deveriam ser selecionadas e cruzadas com outras também de grande capacidade intelectual, com isso, após vários cruzamentos surgiria uma raça humana extremamente talentosa.

 

Galton deu origem ao conceito dos testes mentais. Ele acreditava que a inteligência poderia ser medida com base na capacidade sensorial individual, ou seja, as pessoas mais inteligentes teriam os sentidos mais aguçados. Galton também trabalhou no conceito de Associação de Ideias, Imagens Mentais, Aritmética Olfativa e Outros tópicos.

 

 

Bibliografia

SCHULTZ, Duane P; SCHULTZ, Sydney Ellen. História da psicologia moderna. 9º ed. São Paulo. 2009. p. 135-143.

 Wikipedia.org

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6 Respostas to "Francis Galton"

Muito bom o assunto abordado sobre Galotn, e a pessoa da qual foi homenageada é extremamente merecedora.
Abraços a todos e sucesso ao Blog!

Muito me admira alguém apaixonado pela Psicologia achar as idéias de Galton notáveis, sabendo que as mesmas levantam a idéia de que existem pessoas superiores e inferiores, e que as inferiores devem ser eliminadas. Hitler, Margaret Sanger e outros assassinos da História tinham princípios eugênicos, penso que você poderia reavaliar a sua postura acerca deste homem, ainda mais se tratando da Psicologia, que está para questionar e compreender diversos aspectos da humanidade, e não julgá-los e descartá-los como se vidas fossem produtos que devem ser mantidos somente enquanto trazem algum proveito egoísta para quem detém o poder. Perdoe-me as palavras duras, mas é um alerta para deixarmos de engolir de prontidão aquilo que a sociedade tenta – e, infelizmente tem conseguido – nos empurrar. Será que o fato de não haver licença para morar livremente nos EUA está relacionado à eugenia? E o aborto? E a eutanásia? Q

Olá!

Muito me admira alguém apaixonado pela Psicologia achar as idéias de Galton notáveis, sabendo que as mesmas levantam a idéia de que existem pessoas superiores e inferiores, e que as inferiores devem ser eliminadas. Hitler, Margaret Sanger e outros assassinos da História tinham princípios eugênicos, penso que você poderia reavaliar a sua postura acerca deste homem, ainda mais se tratando da Psicologia, que está para questionar e compreender diversos aspectos da humanidade, e não julgá-los e descartá-los como se vidas fossem produtos que devem ser mantidos somente enquanto trazem algum proveito egoísta para quem detém o poder. Perdoe-me as palavras duras, mas é um alerta para deixarmos de engolir de prontidão aquilo que a sociedade tenta – e, infelizmente tem conseguido – nos empurrar. Será que o fato de não haver licença para morar livremente nos EUA está relacionado à eugenia? E o aborto? E a eutanásia? Afinal, quem aqui decide qual “tipo de sangue”, “tipo de gente” é merecedor de se reproduzir? Recomendo o filme Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock, para repensar conceitos de superioridade e inferioridade.

Sabedoria e força no caminho!

Olá, Marcela! Tudo bem?
Fique pensando aqui com os meus botões, procurando uma resposta para saber o porquê de uma pessoa se admirar de alguém apaixonado por psicologia postar em seu blog um texto sobre Francis Galton? Infelizmente, divaguei entre vários e infinitos pensamentos e não cheguei a lugar algum.

O fato de eu ter postado um texto sobre Francis Galton, não me faz um profundo admirador dele. É a mesma coisa que alguém que nunca bebeu, mas numa determinada ocasião acaba tomando um porre. Ele não pode ser classificado como um alcoólatra. Poderia citar também o fato de alguém que nunca consumiu maconha, mas numa noite insólita resolveu viajar na onda de um baseado. Isso não o torna um dependente químico. Resumindo: um fato isolado não pode ser usado como parâmetro para julgar uma pessoa.

Pra que você entenda melhor e não fique nada no subjetivo, eu gosto das contribuições que Galton deu a psicologia, como: impressão digital, método estatísticos e até sobre a eficácia da oração religiosa, mas ficam por ai. Também sou contra qualquer pessoa que se acha superior. Nesse ponto devo concordar com minha interlocutora.

Já assisti a diversos filmes sobre o holocausto e cada vez mais fico indignado com o que aconteceu. Mas, não foram somente as idéias de Galton que fundamentaram a linha de pensamento nazista. Segundo Joachim Köhler foi Richard Wagner o verdadeiro autor da teoria de superioridade alemã e, principalmente, da superioridade da “raça” ariana frente aos judeus. Hitler era apaixonado por Wagner. Usou inclusive diversas de suas composições em seus discursos. Wagner era anti-semita declarado. Mas devo cunhá-lo apenas por isso? Claro que não! Richard Wagner foi compositor, maestro, teórico musical, ensaísta e poeta alemão. É considerado um dos expoentes do romantismo e um dos mais influentes compositores de música erudita de todos os tempos. Muitas de suas produções artísticas estão presentes no nosso cotidiano, inclusive, recentemente, num dos teatros mais famosos do Brasil, o Teatro Amazonas, foi apresentada a peça Tristão e Isolda, pra variar, um grande sucesso.

Então, será que eu deveria extirpar tudo o que existe de Richard Wagner da minha vida? Claro que não! Isso inclusive me traz a memória um texto pertinente do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses que diz: examinai tudo. Retende o bem. Ou seja, não devo agir como fundamentalista, muito menos como radical. Devo tirar o bem que existe em todas as coisas e descartar o mal. Simples assim!

Discordo completamente quando você fala que tenho que reavaliar minha postura, isso porque na segunda frase você acaba se contradizendo, quando diz que a psicologia está para questionar e compreender diversos aspectos da humanidade. Como questionar quando não existe conhecimento do assunto? Como compreender senão existe conhecimento dos fatos? Só posso questionar a partir do momento que conheço, que leio, que estudo, que aprendo. Minhas idéias devem ser embasadas num conhecimento coerente e não em simples palavras ao vento.

Sei que existe alienação, mas infelizmente são raros os que não vivem esse estado de completa anulação. Jostein Garden, no livro o Mundo de Sofia, faz uma observação interessante a respeito de como deve agir um filósofo. Ele diz que o filósofo deve subir até a ponta dos pêlos de um animal e ver o mundo de um ângulo que ninguém vê. Acho que todos nos deveríamos fazer isso.

Sobre o fato de não existir licença para morar nos EUA é um assunto realmente polêmico, mas acho que dizer que é certo ou errado é excesso de preciosismo. Cada país tem direito de determinar suas leis, mesmo que elas não agradem aos outros. Agora imagina a situação de outros países querendo decidir o futuro da Amazônia? Será que os brasileiros iriam gostar? Claro que não! Hoje existem milhões de pessoas morando nas ruas dos Estados Unidos. O país está vivendo uma das piores crises de sua história. O sistema de saúde está em crise e eles estão atolados em diversas guerras ao redor do mundo. Talvez essa seja a saída que eles encontraram para amenizar alguns dos problemas internos do país. Já pensou se eles liberarem a entrada pra todo mundo que quiser morar lá? A situação ficaria insuportável. Principalmente porque haveria uma invasão de mexicanos, pois existe um conflito muito grave na fronteira entre o governo mexicano e o tráfico de drogas. Eu particularmente não tenho a menor vontade de morar lá. Amo o meu país e quero lutar para contribuir com o desenvolvimento da minha nação.

Sobre o aborto, recomendo o filme Foi Apenas um Sonho com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Sobre a Eutanásia, recomendo Menina de Ouro do Clint Eastwood. Apesar de ser contra ambos, acho que todos têm o livre arbítrio e devem usá-lo da maneira que achar melhor.

Um grande abraço
Cristiano

Olá…boa noite.

A resposta dada anteriormente, é sem duvida de muita consciencia.
Não se pode realmente julgar, muito menos, por actos isolados.

Cumprimentos

Neuza

Concordo em gênero, número e grau com Sir Francis Galton. Um movimento “neo-eugênico” seria a solucão pra maioria dos problemas da humanidade, que atualmente em sua maioria não passam de “seres inadequados”, incapazes de coexistir em harmonia consigo próprios, com os outros animais e demais seres vivos… Uma verdadeira “praga”.

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