Quando me sinto só

Quando me sinto só e fragilizado
e uma angústia qualquer me aperta o peito,
encosto minha cabeça em teu colo e calado
choro a tristeza de meu ser liquefeito.

Se me perguntas “Por que choras?”,
não sei dizer-te. Só sei do refúgio
do teu colo, doce subterfúgio
em que parecem voar as horas.

É como algo que grita em mim e reverbera
como uma terrível louca, tenebrosa
quimera, que tenta me engolir em seu

maldito ventre, e que se ri, se se apouca
minha beca de secos e tépidos lábios
no profano e deleitoso ósculo que peca.

Eduardo Magalhães .’.

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