Mudanças constantes de ambiente na infância podem contribuir com pior nível de bem-estar

Mudar de cidade ou mesmo de vizinhança pode ser estressante em qualquer idade, mas um novo estudo feito pela Universidade de Virginia e publicado no periódico Journal of Personality and Social Psychology indicou que essas realocações frequentes durante a infância podem levar a um pior nível de bem-estar na idade adulta, especialmente entre pessoas introvertidas.

Os pesquisadores procuraram relações entre os números de mudanças na infância e o bem-estar sentido (que os participantes indicavam em autoavaliações) em mais de 7 mil indivíduos, que foram acompanhados por aproximadamente 10 anos.

“Nós já sabíamos que crianças de famílias que se mudam constantemente são mais propensas a terem um histórico escolar abaixo da média, além de diversos problemas de comportamento”, diz Shigehiro Oishi, principal autor do estudo. “Entretanto, os efeitos em longo prazo no bem-estar nunca foram o foco das pesquisas.”

Mais mudanças, menor satisfação

Os participantes do estudo, com idades que variavam entre os 20 e os 75 anos, foram contatados inicialmente entre 1994 e 1995 para uma pesquisa similar. Entre os dados colhidos pela pesquisa estava o número de vezes que eles haviam se mudado durante a infância, assim como sua autoavaliação de bem-estar, além de preencherem questionários para avaliar o tipo de personalidade e nível de relações sociais.

Os pesquisadores observaram que as pessoas com maior número de mudanças de ambientes tinham menor satisfação com a própria vida e níveis de bem-estar comprometidos, independentemente do gênero, idade ou nível educacional. A pesquisa também mostrou que os níveis de relações sociais eram mais fracas nesses adultos.

Introvertidos sofrem mais

O estudo fez então um paralelo desses dados com os tipos de personalidade dos participantes – extrovertidos, ansiosos, etc. Entre os indivíduos com traços de personalidade mais introvertida, quanto maior o número de mudanças durante a infância menor o nível de bem-estar na idade adulta. O contraste ficou claro quando comparado aos resultados de pessoas mais extrovertidas.

“Mudar constantemente de ambiente ou cidade dificulta a manutenção de relações de longo prazo”, explica Oishi. “Isso pode não ser um problema para pessoas que fazem amizades mais facilmente, mas para os introvertidos, que levam mais tempo para criar laços afetivos, isso pode ser bastante negativo.”

Uma segunda parte da pesquisa analisa as influências desse tipo de mudança na saúde das pessoas. “É possível especular que mudanças constantes podem levar ao estresse e, portanto, contribuir negativamente na saúde dessas pessoas, ou seja, os pais devem estar atentos à saúde dessas crianças, pois as mudanças ambientais podem trazer problemas para toda a vida.”

com informações da American Psychological Association

Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2010/06/08/mudancas-constantes-de-ambiente-na-infancia-podem-contribuir-com-pior-nivel-de-bem-estar/

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