Por que a paixão cega e provoca perda de senso crítico?

Caso Bruno e o trio explosivo: sexo, paixão e endorfinas

O caso do desaparecimento de Eliza, ex-amante do goleiro do Flamengo, Bruno, é mais um exemplo, dentre tantos outros, de como o trio sexo, paixão e endorfinas pode levar a desfechos trágicos e até mortais.

Sintomas da paixão

A paixão (fase inicial do amor, onde há desejo sexual e atração física) é um estado alterado do cérebro, em que um coquetel de hormônios e substâncias provoca sinais característicos como: euforia, intensa busca por satisfação sexual, sensação indisfarçável de felicidade, energia aumentada, insônia, perda de apetite, tremor nas mãos, palpitação, respiração acelerada, pensamentos obsessivos, grande empatia, intensa saudade e dependência emocional e finalmente, a focalização somente nas qualidades do ser amado.

Estar apaixonado é experimentar um turbilhão de emoções, muitas vezes contraditórias e volúveis, como medo, insegurança e dúvidas. Mas à medida que o casal vive intensamente essa relação, provoca um “embaçamento” da visão crítica do outro. Morar junto precocemente, comprar um imóvel juntos, emprestar dinheiro para o parceiro, ou até engravidar sem planejamento podem ser exemplos de equívocos cometidos por casais completamente submersos nos hormônios da paixão e sem discernimento racional adequado do outro.

E por que isso acontece?

Os pesquisadores acreditam que é porque certos hormônios e substâncias “ligam” áreas cerebrais do prazer e “desligam” algumas áreas do julgamento crítico. As endorfinas (um tipo de opioide) são liberadas no cérebro em grandes quantidades durante a paixão (principalmente durante a atividade sexual) e produzem uma sensação de prazer, relaxamento, bem-estar e felicidade muito característica no apaixonado.

Os estudos mostram que as endorfinas, juntamente com outras substâncias, “estimulam” certas áreas do cérebro que favorecem o estado de prazer intenso e, por outro lado, inibem outras regiões que reduzem o discernimento crítico sobre o ser amado. O cérebro nos engana e cria uma percepção irreal do outro, em que defeitos não existem, o medo do desconhecido é drasticamente reduzido e, os critérios de avaliação racional do parceiro estão muito diminuídos.

No caso do goleiro, Eliza parece que vivia uma paixão intensa e obsessiva por Bruno, que provavelmente fez com que ela perdesse seu censo crítico, e se apaixonasse por uma pessoa de caráter um tanto duvidoso. Aliás, outro caso é o da advogada Mércia Nakashima que talvez contenha componentes desse tipo de distúrbio.

Os dois casos ainda estão sob investigação da polícia e não nos cabe julgar.

É fato que alguns apaixonados já sofreram por não enxergarem os defeitos do ser amado. Por isso é preciso refletir sobre esse turbilhão de emoções e hormônios com que convivemos diariamente, buscando conhecer melhor a química da paixão, para fazermos boas escolhas em nossas vidas.

Fonte: Cibele Fabichak – médica fisiologista e estudiosa da fisiologia da paixão

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/caso_bruno_paixao.htm

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