Esquecer causa da tristeza pode piorar sentimento, indica estudo

da New Scientist

Pessoas com memória ruim sentem-se tristes mesmo quando esquecem o que as deixou assim –sugerindo que emoções e memória não são tão conectados quanto se pensava–, mostra um novo estudo realizado nos Estados Unidos.

Justin Feinstein, neurocientista da Universidade de Iowa, mostrou uma compilação de trechos comoventes de filmes, incluindo “Forrest Gump – O Contador de Histórias”, a cinco pessoas incapazes de formar novas memórias devido a danos no hipocampo (região do cérebro importante para a formação da memória). Dez minutos depois, a equipe do pesquisador avaliou as memórias desses pacientes e as de um grupo de cinco pessoas com funções cerebrais normais.

Os que sofriam de amnésia sentiram uma tristeza hesitante mesmo que tivessem dificuldades para lembrar os mais simples detalhes dos trechos, enquanto aqueles com memória normal sentiram-se bem.

“Estou surpreso que a emoção tenha durado tanto nos pacientes com problemas de memória”, afirma Feinstein.

A explicação pode estar na habilidade de guardar e processar eventos emocionais, que “alivia alguns sentimentos ruins ou a maioria deles “, de acordo com Todd Sacktor, do Downstate Medical Center, em Nova York.

A equipe de Feinstein também apresentou aos dois grupos diversos clipes bem-humorados e encontrou uma relação similar de respostas, apesar de haver uma diferenciação menos explícita entre os dois grupos. “A tristeza dura mais”, diz o pesquisador.

Os resultados evidenciam a importância de se manter o respeito com pessoas que sofrem de Alzheimer e outros problemas de memória, continua o neurocientista. Mesmo que essas pessoas não se lembrem de terem sido vítimas de um comportamento insensível, elas podem sentir-se estressadas –e por mais tempo do que os outros.

Também é possível que o uso de terapia para bloquear memórias ruins em pessoas com síndrome de estresse pós-traumático na verdade prejudique a recuperação, diz Feinstein. “Ao não ter aquela memória, você pode prolongar o sofrimento emocional.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u720180.shtml

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