Solidão

Solidão, doce solidão.
Minha fiel companheira
neste louco mundo de cão.
Sempre me acompanhas inteira

(e não em pedaços ou fragmentos
de presenças e atenções)
e ouves placidamente as objeções
nos momentos de dores e sofrimentos

deste teu rebento misantropo
que, assaz, perde-se em intermúndios
revirando cinzentos latifúndios
à procura de um antigo escopo.

Quando todos se vão, tu ficas.
Por isso nunca estou só,
porque tu és de minha garganta o nó.
Eu te degluto e tu me pacificas.

 

(Eduardo Magalhães .’.)

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