O cheiro que teu corpo expele

Ao longe, percebo-te a presença.
Meus olhos não param de fitar.
Passo por ti, peço licença,
Com desejo louco de beijar.

Mas a mim não me percebes.
Se percebes, pior, porque ignoras.
Ignoras que quero que me amencebes
Em doces carinhos de auroras.

Mas, enfim!, ó tempo, imortal corcel!,
O pagamento de minha labuta
Incessante em teu duro cinzel
É o ósculo que minha boca desfruta.

E esse cheiro supremo que teu corpo expele
Entre os trançados leves de tua roupa…
Contigo concordo, que eu me acautele,
Mas que não me saia teu gosto da boca!

 

(Eduardo Magalhães .’.)

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