Sono

Talvez não sejamos quem pensamos.
Talvez sejamos um outro
E constantemente disputamos
A consciência fugaz d’um corpo.

Talvez sejamos mais de um.
Talvez milhares numa baiúca,
Numa confusão de idéias com rum,
Discutindo e jogando sinuca.

Talvez seja verdadeiro o mito.
Talvez esteja adormecido,
Aguardando o despertar pelo grito
Daquele dentro intumescido.

Talvez acorde.
Talvez eu não queira acordar…
O sono é tão bom para quem dorme,
Para quê então levantar?

(Eduardo Magalhães .’.)

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