Como será o mundo em 2050

Até 2050, o mundo verá algumas mudanças importantes, chegando aos 9.295 bilhões de habitantes. A Índia será o país mais populoso, ultrapassando a China. Os Estados Unidos permanecerão em terceiro lugar e o Brasil continuará entre os 1o mais populosos, segundo dados do Census Bureau dos EUA.

Essas estimativas e projeções populacionais foram divulgadas esta semana pelo Banco de Dados Internacional do Censo americano. O documento inclui análises de 19 países e dá informações sobre tamanho e crescimento populacionais, taxas de mortalidade, fertilidade e de migração.

Loraine West, a gerente de projetos do Censo explica: ”O Census Bureau prepara estimativas e projeções populacionais de países há mais de 50 anos. As projeções atuais vão até 2050 e são atualizadas rotineiramente, dependendo da disponibilização de novos dados… Uma das maiores mudanças que percebemos é o declínio da fecundidade em alguns países desenvolvidos, como a China”.

Cada um dos 10 países mais influentes têm, hoje, pelo menos 125 milhões de habitantes. Há projeções de que Rússia e Japão logo sairão deste grupo devido às baixas taxas de fertilidade, que já provocaram nos últimos anos o declínio de suas populações. A queda da Rússia deve-se, também, em parte à mortalidade relativamente alta.

Entre os países com aumento mais significativos na população estão Nigéria e Etiópia. A Nigéria atualmente possui 166 milhões de pessoas, mas em 2050 sua população deverá saltar para 402 milhões. Já a Etiópia, provavelmente, triplicará, de 91 para 278 milhões, fazendo com que uma nação do Leste Africano esteja entre os 10 países mais populosos do mundo pela primeira vez. Segundo a Divisão de População da ONU, embora apenas 18% da população mundial viva em países com “alta fertilidade” (onde as mulheres têm mais de 1,5 filho em média), a maioria desses países estão na África. Isso poderá agravar a já calamitosa situação de abastecimento alimentar em muitas nações africanas.

Em 2011, estima-se que 20% da população mundial detêm 83% do total da riqueza do planeta. Há quase duas décadas o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) chama a atenção: para isso seriam necessários mais dois ou três planetas como a Terra. Lester Brown, diretor do Earth Policy Institute, acha (New Scientist, 5/2) que a “bolha de alimentos” vai tornando insustentável a situação da água e da terra. Na Índia, 175 milhões de pessoas são alimentadas com grãos produzidos com água retirada em maior quantidade que a reposta. Na China são 130 milhões. Segundo Brown, metade da população mundial já vive em países com escassez de água – “e esta noite mais 219 mil pessoas se terão acrescentado à população mundial” (mais de 80 milhões por ano).

Outros dados que chamam atenção é que há três anos, apenas 13% da energia elétrica consumida no mundo eram provenientes de fontes renováveis. Um relatório recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o número pode ser bem mais expressivo daqui a quatro décadas. Segundo o documento, até 2050, 77% da energia elétrica poderá ser produzida através de recursos naturais, a partir de fontes como solar, eólica, hidrelétrica e biomassa.

População projetada  para 2050 (em milhares)
1     Índia     1.656.554
2     China     1.303.723
3     Estados Unidos     422.554
4     Indonésia     402.426
5     Nigéria     314197
6     Bangladesh     313.021
7     Paquistão     290.84
8     Brasil     278.400
9     Etiópia     260.692
10     Congo, Dem.Rep     212.000

Via Pavablog

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