700 brasileiros buscaram terapia anti-aids de emergência

O uso de antirretrovirais depois de uma relação sexual considerada de risco evita a infecção pelo HIV. O Ministério da Saúde afirma que o tratamento não tem substituído o uso de preservativos, como era temido
Redação ÉPOCA, com Agência Estado

Nos últimos dez meses, cerca de 700 brasileiros usaram antirretrovirais depois de uma relação sexual considerada de risco. O tratamento, considerado emergencial, evita a infecção pelo HIV. O uso da medicação no caso de relações de risco provocou receio no início por parte de médicos, que acreditavam que a oferta de medicamentos poderia levar a população a relaxar no uso de preservativos. Algo que, de acordo com Ministério da Saúde, não ocorreu.

“As pessoas percebem que não se trata de uma simples pílula do dia seguinte”, afirma a infectologista do Centro de Referência e Treinamento em DST-Aids de São Paulo, Denise Lotufo.

Feita com 3 medicamentos durante 28 dias, a terapia pós-exposição, como é chamada, provoca efeitos colaterais e somente pode ser indicada por médicos. Ela é recomendada para pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas com portadores de HIV ou pertencentes a grupos de risco: homossexuais sexualmente ativos, usuários de drogas e profissionais do sexo.

Infectologista do Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais do ministério, Ronaldo Hallal assegura que não há relatos de pessoas que seguidamente batem às portas dos serviços de urgência em busca do tratamento. Além de não incentivar o abandono do preservativo, ele conta que a oferta da terapia atua até como reforço da prevenção. “Ela facilita o contato dos profissionais de saúde com a população que sempre teve comportamento de risco. As equipes foram preparadas para oferecer teste, dar orientação na tentativa de auxiliar a pessoa a adotar medidas preventivas.”

O presidente do Fórum de Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, afirma que a procura foi pequena. “Nem todos sabem que esse recurso está disponível. Temos relatos de pessoas que tiveram o pedido de terapia negado. Nosso receio é de que essa recomendação acabe se transformando em letra morta.”

 

Fonte: Época

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