Fundador do Paypal quer países alternativos no meio do oceano

A ideia é usar águas internacionais para criar ilhas habitadas e testar novas formas de governo

As ilhas terão capacidade de abrigar até 270 pessoas e, até 2050, os idealizadores planejam ter cerca de 10 milhões de habitantes nessas unidades

 

São Paulo – Começar uma sociedade do zero. É isso que o empresário Peter Thiel, co-fundador do Paypal e investidor do Facebook, pretende fazer, em parceria com o Seasteading Institute. Sua ideia é nada modesta: construir pequenas ilhas habitáveis no meio do oceano, em águas internacionais, para experimentar novas formas de governo, descoladas das leis de outros lugares.

Em entrevista à Details Magazine, ele afirmou que seus “micro-países” vão funcionar em estruturas parecidas com plataformas de petróleo de mais de 12.000 toneladas, que poderão mudar de lugar e serão movidas a diesel. Em cada uma, poderão viver até 270 pessoas.

Lá, as leis seriam mais “liberais”, sem a previsão de assistência social, sem salário mínimo, códigos de construção mais soltos, menos restrição a armas. Outra possível forma de sociedade é a chamada “Appletopia”, pensada por Patri Friedman, fundador do Seasteading Institute.

Nesse modelo, a sociedade é pensada como uma empresa que, quanto mais desejável e desejada, mais valiosa se torna. Para ele, esse modo não daria abertura a uma ditadura, pois, ao contrário das ditaduras atuais, nessa nova estrutura, as pessoas teriam a opção de ficar ou sair, como em um “plano de serviços de celular”.

No site do instituto, os idealizadores explicam por que o mundo precisa desses novos “países”. “Nós já podemos ver que sistemas políticos existentes estão se esforçando para lidar com as realidades do século 21. Nós precisamos criar o governo ‘da nova geração’: sistemas bancários para lidar melhor com as inevitáveis crises financeiras, regulações médicas que protegem as pessoas sem retardar a inovação e democracias que garantam que nossos representantes realmente nos representem”, diz o texto.

Para colocar o plano em prática, Thiel já fez um investimento de 1,25 milhão de dólares no instituto. A expectativa é de que, em 2012, eles lancem um parque de escritórios flutuantes perto da costa de São Francisco, nos Estados Unidos. Se tudo der certo, a primeira ilha deve ficar pronta até 2019 e, até 2050, haverá cerca de 10 milhões de habitantes nessas ilhotas alternativas.

 

Fonte: Exame

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