Miojo faz 53 anos. Veja receitas incrementadas e dicas para fazer o lámen perfeito

ANTONIO FARINACI

Há 53 anos, chegava ao mercado japonês o primeiro pacote de massa que precisava apenas de poucos minutos na água quente para ser servida.

O lámen instantâneo, conhecido no Brasil como “miojo”, faz aniversário nesta quinta-feira (25) e para comemorar a data, três restaurantes de São Paulo servirão receitas exclusivas criadas pelas chefs Carla Pernambuco, Morena Leite e Tatiana Szeles.

A invenção do lámen instantâneo é creditada ao empresário de origem taiwanesa Momofuku Ando (1910-2007), que teve a ideia de criar o produto como forma de suprir a falta de alimentos no Japão pós-Guerra.

Na época, o governo japonês distribuía à população faminta pão fornecido pelos Estados Unidos. Ando acreditava que o país podia prescindir da ajuda americana se trocasse o pão por este tipo de macarrão, que, além de tudo, era um prato que já fazia parte da alimentação japonesa.

Caros e sofisticados

O lámen tradicional é uma massa de trigo geralmente servida com caldo de legumes, ave ou porco. Pela simplicidade e rapidez de preparo, sua versão instantânea (previamente cozida e frita) virou sinônimo de praticidade extrema na cozinha. Um sucesso tão grande que foi considerada a maior invenção japonesa do século 20 em uma enquete feita pelo Fuji Research Institute no país em 2000.

“No Japão, o lámen é uma verdadeira paixão nacional”, explica o chef Maurício Kanashiro, do restaurante Lámen Kazu, em São Paulo, especializado no prato. “No Brasil, só há pouco tempo existe mais de uma marca no mercado, mas lá, há uma infinidade de restaurantes que fazem sucesso e lançam suas próprias receitas de lámen instantâneo”, conta. “E não existem apenas os baratinhos, mas também outros com ingredientes caros, mais sofisticados”.

Aqui, o lámen instantâneo começou a ser produzido em 1965, pela empresa Miojo, fundada por imigrantes chineses. Em meados dos anos 70, foi incorporada por indústrias alimentícias multinacionais, que mantiveram a associação da marca ao produto, que já era amplamente conhecido do público.

Hoje, segundo a Abima (Associação Brasileira de Massas Alimentícias), são consumidas cerca de 180 mil toneladas de massa instantânea no país.

Para o chef Kanashiro, a grande diferença entre o jeito de se comer lámen no Japão e no Brasil é que aqui as pessoas costumam “errar” na água. “Ou colocam pouca, e fica tipo macarrão, ou colocam demais, e fica sem gosto”.

No ponto

Para aqueles que adoram preparar um lámen rápido em casa, Kanashiro, que em seu restaurante serve apenas a massa fresca, dá algumas dicas para dar um upgrade no macarrão instantâneo:

– “O mais importante é não cozinhar demais. No pacotinho, geralmente o modo de preparo manda deixar três minutos na água fervente, mas acho muito. Um minuto é suficiente”, indica;

– Para quem quiser o tempero instantâneo, o chef aconselha incrementá-lo com cebolinha cortada e com um ovo. “Quebre um ovo na água fervendo e cozinhe junto com o lámen”;

– Por fim, ele aconselha obedecer a quantidade de água indicada no pacote. “Coloque cerca de dois copos americanos numa panela pequena”, frisa.

Fonte: Uol

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