Estudo mapeia impacto cerebral do atentado de 11 de setembro

Dez anos depois, imagens do ataque terrorista ainda desencadeiam reações de ansiedade e estresse nos americanos, mesmo naqueles que não sofreram perdas diretas


Dois edifícios em Nova York, símbolos da hegemonia econômica e cultural dos Estados Unidos, vêm abaixo após o impacto de aviões contra sua estrutura – era 11 de setembro de 2001, data em que ficou registrada a vulnerabilidade da maior potência mundial frente ao ataque planejado pela organização fundamentalista Al Qaeda. O mundo assistiu perplexo às imagens do atentado, exaustivamente divulgadas por jornais e redes de televisão. Dez anos depois, a lembrança dos atentados desencadeia fortes reações emocionais nos americanos, mesmo naqueles que não perderam entes queridos no desastre. É o que mostra estudo publicado na Journal of Traumatic Stress.

Pesquisadores da Michigan University monitoraram o cérebro de 31 estudantes que viviam no estado de Massachusetts e não foram diretamente afetados pelo evento, enquanto olhavam para 90 fotos, várias delas de conteúdo “negativo” – isto é, imagens de prisões, de países em guerra, de pessoas enfermas ou em estado de miséria, e, obviamente, fotografias relativas ao ataque às torres gêmeas. Observou-se que regiões neurais relacionadas à ansiedade e ao estresse foram ativadas em maior intensidade quando os voluntários olharam para este último tipo de imagem.

“A amostra de participantes representa a população fora de Washington e Nova York, o que nos faz supor que cerca de 40% dos americanos apresentem sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) relacionado ao trágico episódio de setembro de 2001”, diz a psicóloga Ivy Tso, do Departamento de Psicologia Clínica da Michigan University, que conduziu o estudo. Entre os sintomas referidos por Ivy, estão dificuldades de concentração, ansiedade e preocupação em evitar eventos relacionados à fonte de estresse.

Segundo ela, tal estimativa, na verdade, subestima o real impacto da catástrofe sobre os americanos, pois os voluntários do estudo eram jovens, produtivos, que não perderam empregos nem parentes por causa do desastre. “A angústia que detectamos neles está claramente abaixo da do restante da população do país, principalmente da dos habitantes de Washington e de Nova York. Embora as reações mapeadas não tenham o mesmo grau das identificadas em pessoas com TEPT, as áreas cerebrais ativadas foram as mesmas”, diz a psicóloga.

Fonte: MenteCérebro

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