Um conselho para meu filho

Mexendo nos meus “alfarrábios eletrônicos” deparei-me com um texto de 2009, da Revista Época, cujo título é O melhor conselho que recebi, o artigo veio ao encontro de um pensamento que há anos martela a minha cabeça: qual o grande conselho que devo dar ao meu filho? Confesso que quanto mais lia, mais dúvidas surgiam.

Pensei em dizer-lhe o quanto é bom ser honesto, apesar de vivemos num país onde o abismo social cresce a cada dia, por causa de políticos corruptos, que superfaturam projetos, desviam dinheiro da merenda escolar e da construção de escolas e hospitais, que aumentam seus salários e criam a cada ano um novo benefício, usando sempre a mesma desculpa: – precisamos de melhores condições para exercer um bom mandato e representar bem o povo!

Poderia falar-lhe que se dedique aos estudos, mesmo sabendo que a educação no Brasil é de péssima qualidade, onde as escolas públicas estão sucateadas, os professores mal pagos e, a qualquer momento, um maluco pode adentrá-la armado e sair matando quem aparecer na sua frente.

Talvez para que ele não espere muito da vida, porque ela é dura e, vez ou outra encontrará pessoas oportunistas, que não medem esforços e tentam de todas as formas se aproveitar da fé e da ingenuidade dos outros, revelando-se amantes de si mesmos, onde, para eles, o amor é conjugado de forma situacional.

Ou, quem sabe, declarar-lhe-ei o quão importante e essencial é para o homem confiar na justiça, apesar de vivermos num país onde ela parece funcionar apenas para proteger políticos e empresários, que cometem os mais variados crimes e continuam em liberdade.

Por enquanto, o único conselho que lhe darei é que se dedique aos Clássicos da Literatura: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes; O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger; Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa; Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez; A Bíblia Sagrada, de Diversos Autores; Os Misseráveis, de Victor Hugo; O Velho e O Mar, de Ernest Hemingway e tantos outros. Faço isso porque acredito que os livros têm o incrível poder de mudar as pessoas e de fazê-las sonhar com um mundo melhor.

E você, que conselho gostaria de deixar para os seus filhos, amigos e leitores do blog?

Jorge Cristiano

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Um comentário em “Um conselho para meu filho

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  1. Os Clássicos… conselho melhor eu não daria. Obrigado pela dica.
    O ideal deve ser ir lendo para ele(a) na cabeceira da cama, desde a tenra idade.

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