a finitude do todo e do tudo

“Quando vejo esses caras que acham que construindo um memorial serão lembrados ‘eternamente’, não consigo deixar de achar graça”, Meirelles opina, em um e-mail escrito e enviado de um quarto de hotel em Londres. Era o meio de julho, e ele já cuidava da pré-produção de Nemesis. “É óbvio que um dia o Sarney será esquecido, apesar do enorme memorial que tem em São Luís bancado pelo Estado. Até o Machado de Assis, que é mais imortal que ele, será esquecido. Jesus Cristo será esquecido, e não haverá mais nenhum registro de que houve uma humanidade um dia”, ele continua. Por iniciativa do próprio Fernando, a entrevista em forma de conversa começou quando ele ainda se encontrava na Europa. “Vistos sob essa perspectiva, o Napoleão, o Michel Teló ou o seu Antonio, que trabalha na guarita da minha rua, não são em nada diferentes. Viver com essa perspectiva me ajuda a manter os pés no chão, ou mesmo que não me ajude, é como encaro meus dias na Terra.”

– – Fernando Meirelles, cineasta (em entrevista a Rolling Stones Brasil)

Fonte: Rolling Stones Brasil

Anúncios

Um comentário em “a finitude do todo e do tudo

Adicione o seu

  1. É um conforto imenso saber que ainda há seres humanos desse quilate,principalmente tratando-se de alguém tão rodeado de pessoas e energias tão negativas,bajuladoras e até desprezíveis !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: